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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Diálogos de Paul Claudel e Marie - Madeleine

Paul

Capitale de la Douleur

Marie - Madeleine

Agora é o nada .

Dentro de mim tudo se esgota . Feito robot , estou sem coração , nem sequer artificial . Não há batimentos no peito . Cicatrizes abertas sangram tudo . Até a capacidade da dor . Essa não- dor é excruciante , tortura que se renova a cada segundo de vida .

O que resta ?

Talvez memórias . De um tempo onde dragões amavam princesas e derrotavam cavaleiros . Ou o contrário .De um tempo onde o Sol girava ao redor da Terra e da Lua . Ou o contrário .

De um tempo onde todos os rostos eram meus . Ou o contrário .

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