Paul
Capitale de la Douleur
Marie - Madeleine
Agora é o nada .
Dentro de mim tudo se esgota . Feito robot , estou sem coração , nem sequer artificial . Não há batimentos no peito . Cicatrizes abertas sangram tudo . Até a capacidade da dor . Essa não- dor é excruciante , tortura que se renova a cada segundo de vida .
O que resta ?
Talvez memórias . De um tempo onde dragões amavam princesas e derrotavam cavaleiros . Ou o contrário .De um tempo onde o Sol girava ao redor da Terra e da Lua . Ou o contrário .
De um tempo onde todos os rostos eram meus . Ou o contrário .


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