Apesar das ruínas e da morte ,
Onde sempre acabou cada ilusão ,
A força dos meus sonhos é tão forte ,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias .

Evohé Bakkhos
Evohé deus que nos deste
A vida e o vinho
E nele os homens encontraram
O sabor do sol e da resina
E uma consciência múltipla e divina .

Jardim
Alguém diz
“ Aqui antigamente houve roseiras “-
Então as horas
Afastam - se estrangeiras ,
Como se o tempo fosse feito de demoras .

Niobe transformada em fonte
Os cabelos embora o vento passe
Já não se agitam leves . O seu sangue ,
Gelando , já não tinge a sua face .
Os olhos param sob a fronte aflita .
Ja nada nela vive nem se agita .
Os seus pés já não podem formar passos ,
Lentamente as entranhas endurecem
E até os gestos gelam nos seus braços -
Mas os olhos de pedra não esquecem
Subindo do seu corpo arrefecido
Lágrimas lentas rolam pela face ,
Lentas rolam , embora o tempo passe .

As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim .
Nenhum comentário:
Postar um comentário